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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Música: Léo Vieira

Hello, gente! 
A música, também é considerada um movimento artístico, e se manifesta no Brasil desde a época Colonial. Essa semana resolvi trazer aqui no blog, profissionais que estão começando e merecem destaque, com suas composições e sua forma irreverente de tocar.
O Léo Vieira tem 20 anos, cursa História na UFC, e é um amigão meu. Lembro-me que quando descobri o Sound cloud dele passei dias ouvindo (sem contar que baixei tudo, né gente haha). Hoje eu trouxe um pouquinho da história dele aqui pra vocês.



"Comecei a tocar violão com 6 anos de idade, quando ganhei dos meus pais de presente 
de natal um violão para crianças, na mesma manhã que o vi debaixo da cama, meu 
pai começou a me ensinar a tocar. No começo eu não me animei muito, inclusive, o 
violãozinho foi praticamente destruído, tendo seu valor reconhecido posteriormente e 
sendo restaurado."

O que eu acho super legal nas pessoas que compõem/tocam é a forma que a música faz parte da vida delas, sendo parte fundamental de si! Com o Léo não foi pra menos.Ele considera a música como uma parte de si, essencial para sua existência:

 "A música sempre fez parte da minha vida, tanto que me arrisco dizer que não gosto de 
música, não gosto de tocar violão. Isso é o que eu sou. Eu vivo música, eu vivo violão. 
Escolhi por carreira profissional a historiografia, mas a música anda em paralelo a essa 
escolha."



A forma que ele cresceu, junto com seu dom, também me admirou. Pesquisando sobre, procurando se aperfeiçoar cada vez mais. E tudo isso com muito prazer!

"Quando eu tinha 8 anos meus pais se separaram, daí fiquei morando com minha 
mãe e tinha pouco contato com meu pai, nesse período, foi meu irmão mais velho 
quem me ajudou com o violão, mas lá pros 12 anos a coisa ficou muito séria e passei 
a praticamente respirar violão, respirar música, comecei a estudar e praticar mais 
seriamente por conta própria, acho que sou meio autodidata, devo ter aprendido 
sozinho 50% do que eu sei, os outros 50, foi o mundo e as pessoas que me cercam 
que me ensinaram . Foi mais ou menos aí que comecei a fazer minhas primeiras 
músicas e poesias e aí me identifiquei, me vi naquilo e passei a escrever com muita 
frequência, nunca fui muito fã das coisas que escrevia e ainda critico muito o que eu 
escrevo, mas percebi que cantar era a melhor maneira de dizer uma porção de coisas 
que eu gostaria de dizer, poderia criar realidades, histórias, contar as histórias que eu 
quisesse, enfim, a música é um universo e eu quis muito vivê-lo. 
O tempo passou e esse sentimento pela arte se solidificou, li muito sobre música 
brasileira, li muito sobre os artistas que eu admiro, escutei discografias completas e a 
paixão pela música só aumentou, acho até que melhorei um pouco no violão e na voz. 
Não tenho plano de ser rico com a música, nem de fazer shows para multidões. Eu 
gosto de tocar pra quem gosta de me ouvir, eu gosto de tocar nos bancos de praça, nas 
calçadas, nas pedras da Beira Mar, nas varandas das casas, na beira da praia, eu gosto 
de tocar, eu gosto de cantar. Planejo fazer um Ep com meus melhores amigos Vicente 
( que tá comigo nessa jornada da música a vida toda), David F. e Larissa Jorge, que são 
três dos maiores apoios que eu tenho. O Ep vai ser feito com composições minhas, 
sem muitos recursos nem nada, mais um registro do que eu canto, do que eu sinto e 
do que contagia uma rapaziada que gosta do que eu faço."

Além disso, as inspirações musicais de Léo também influenciaram seu estilo musical, e até suas composições. cantores da MPB como Lenine (mozão <3), Raul Seixas e até Banden Powell estão entre seus favoritos. 

"A galera que eu mais escutei na vida e que eu mais admiro são os seguintes nomes: 
Chico Buarque, Oswaldo Montenegro, Ednardo, Raul Seixas, Lenine, Paulinho Moska, 
Baden Powell , mas não se restringe a eles não, sou apaixonado pela música brasileira. 
Pelas letras sinceras, pelas harmonias trabalhadas com cuidado, não sou nem 
pretendo ser um músico profissional, me sinto um músico amador, no sentido literal 
da palavra, aquele que ama."



E aí, cês curtiram a história do Leozinho? Pois tá na hora de correr no soundcloud dele e e ouvir (baixar também!) tudo: 



Beijo Beijo!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Poemas e músicas: Emerson Bastos


Um dia (aproximadamente dois meses) eu estava sentada na aula de Biologia, no cursinho, com minha amiga, que estava guardando as coisas para ir embora. Ao fechar um caderno, ela deixa cair um bloquinho amarelo que continha muitos poemas e o nome do autor: "Emerson Bastos". Me encantei pelos poemas e ali começou minha peregrinação para achar e conhecer um pouco mais da arte desse moço.
Depois de algumas cutucadas no facebook, achei o rapaz e ao invés de enchê-lo de perguntas, quis saber da sua história. Foi então que descobri que o mesmo tem 29 anos, é poeta, músico e designer gráfico.


Emerson contou-me que teve seu primeiro contato significativo com a arte através do desenho, ainda criança. Por volta dos anos 90, o mesmo tinha 14 anos e começou a ouvir os clássicos do pop rock nacional.

" No meu aniversário de 15 anos ganhei um violão e aprendi a tocar observando meus amigos do colégio que já tocavam e com revistas de música cifrada. Ainda com 15 anos formei com amigos de sala uma banda de rock para participar de um festival de artes da rede pública de educação de Fortaleza. Eu era o vocalista. Não passamos da segunda fase do festival mas demos continuidade a banda que, em meio a mudanças de formação e nome, ainda durou 6 anos."

Com o fim da banda, ele aumentou seu ritmo de leitura, se interessando principalmente por poesia, contos e crônicas de autores brasileiros. Aos 22 anos começou a escrever suas poesias, as quais escreve até hoje. Seu interesse por trabalhar com música voltou a surgir no final de 2013.

" Não sei exatamente como foi. Acho que apenas acordei com vontade de ser músico."




E como gravar um CD, quando os custos são altos? Foi quando ele teve uma ideia, que como o mesmo diz "inspirada nos antigos poetas da Praça do Ferreira e da Beira Mar": vender livretos pelos bares e ruas da Praia de Iracema. 

" comecei, em janeiro deste ano, a publicar meus poemas numa série de livretos chamada retratoS de dentrO de miM. A ideia é pagar a gravação do CD que se chamará relacionamentoS afetivoS romanticamentE políticoS com a venda dos livretos." 

Uma ideia criativa, que com certeza esta ajudando-o a juntar dinheiro e ainda o proporcionando conhecer muita gente!

"Pretendo, assim que o CD estiver pronto, formar uma banda para me acompanhar nos shows e explorar ao máximo as possibilidades de tocar por aí."

E essa foi minha míni entrevista com esse artista, que ainda vai bombar muito, Emerson Bastos!










Curtiu a história e os poemas do Emerson? Então entra no site dele para ver mais e de quebra ouvir um pouco do seu trabalho: http://www.emersonbastos.com/


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Música: Débora Mavignier

Lembra que semana passada eu falei que iria diversificar um pouco os posts? Então hoje eu trouxe a Débora Mavignier, ela tem 20 anos, toca violão clássico, é estudante de música da Universidade Federal da Bahia (mora em Salvador, porém é daqui) e gosta muito de moda!
Eu trouxe a Débs aqui pro blog, porque acho bem interessante esse (e outros) cursos que envolvem o que muitas vezes as pessoas vêem como hobbie. Achei muito legal a escolha dela, e tenho certeza que muita gente ao redor do país gostaria de saber como funciona uma faculdade de música, ou entender o que chama atenção das pessoas que escolhem fazê-la.


Como surgiu seu interesse por música e como foi parar na Universidade de Bacharelado em violão?

"Bom, tudo começou praticamente assim.... Quando eu e meu irmão eramos adolescentes acho que eu com 11 e ele 12 anos nossos pais sempre nos levavam nos fins de semana pra almoçar na casa da minha vó. Meu "vodrasto" (não sei se é assim que se escreve) marido da minha vó toca violão e sempre tocava música popular brasileira pra gente e ele nos ensinou os primeiros acordes, tudo na brincadeira e só pra passar o tempo. Meu pai comprou um violão pra gente e nosso interesse cresceu muito então logo minha mãe nos matriculou na aula de violão pra iniciantes em uma escola de música. Os anos foram se passando e meu irmão (gato, lindo e inteligente) foi pro caminho da guitarra e até hoje toca na igreja por sinal muito bem. Já eu com 14 anos ingressei no Conservatório de Música Alberto Nepomuceno no curso de violão erudito onde tive contato e pude conhecer a técnica e repertório avançado pra violão. Quando chegou minha época de fazer vestibular no final de 2011 fiz pra Licenciatura em música na UECE onde cursei três semestres. Tive professores bons e aprendi muito sobre música mas desde que coloquei o pé no primeiro dia de aula sabia que lá não era meu lugar. Viajando e tocando em Festivais de música erudita conheci pessoas e descobri que bem pertinho de Fortaleza tinha Salvador com um curso de música íncrivel e com professores tops. Começei a pesquisar e bolar um plano "milagroso e ímpossivel" pra colocar a viola debaixo do braço e ir morar sozinha em outro estado pra estudar música e claro lutar pelo meu sonho."



Como sua família lidou com sua escolha do vestibular e sua saída de casa?

"Então.... rsrsr Com relação a minha escolha no vestibular foi mais ou menos isso: meus pais são engenheiros e meu irmão esta quase se formando em engenharia na UNIFOR rsrsrs ou seja, era pra eu estar no mesmo caminho certo? rsrsr Mas gente! Eu sempre fui um desastre em física e detestava matemática na escola! Sempre soube que o que ia me fazer feliz era ta no meio das artes. Meus pais me apoiaram no Conservatório e bancaram várias viagens que fiz pra tocar e ter aulas etc, mas ao mesmo tempo sempre davam indiretas de engenharia ou arquitetura pra mim, eles achavam que música era uma coisa que ia ficar como hobby ou ia passar rsrsr  Aconteceu que o violão virou extensão do meu corpo, motivo de felicidade e satisfação pessoal. Quando viajo e não posso levar o violão comigo me invade o sentimento de que me falta alguma coisa. Cada louco com sua mania né? Quando decidi que ia trancar a UECE e me mudar pra Bahia pra estudar violão foi uma luta dentro de casa. Pois venho de uma família MUITO protetora e que sempre me trataram como nenem kkkk Então foi um assunto que eu tive que insistir muito pois o Brasil é um país que os jovens não tem cultura de sair de casa cedo, na maioria das vezes só quando casam. Em Salvador não tenho família, não conhecia ninguém e nem tinha vindo ainda na cidade ou seja era uma aventura mesmo que eu queria encarar!  Quando fiz 18 anos vim conhecer a Bahia e assistir aulas na UFBA como ouvinte pra conhecer mais e saber se era isso que eu queria mesmo. Resultado: amei, fiz a cabeça de meus pais e depois de 6 meses voltei pra Bahia de "mala e cuia" pra morar. "

Quais seus planos pro futuro e quais suas inspirações violonisticas??

"Então. Música é um curso que no Brasil a sociedade olha com bastante preconceito e acha que não tem o menor futuro financeiro. Mas na verdade existem vários caminhos e opções pra quem quer viver de música. No meu caso escolhi a carreira academica, ou seja, vou terminar minha graduação, fazer um mestrado e ensinar em alguma instituição (Universidade ou Conservatório). É muito comum as pessoas não conhecerem sobre violão e música instrumental por aí e sempre escuto perguntas como: o que é violão clássico? ou você canta também? rsr Pra explicar melhor o que seria esse estilo que eu toco rsr vou deixar aqui embaixo alguns videos de artistas que gosto muito e pessoas que me inspiram ...
Guitar top 5
01. Yamandú Costa: http://www.youtube.com/watch?v=ij0R_TbXMnc
02.Marcin Dylla s2s2s2s2: http://www.youtube.com/watch?v=BjmWCqAZRpM
03. Mario Ulloa (meu professor aqui na UFBA): http://www.youtube.com/watch?v=XZqVrkaVJMo

04.Gabriel Bianco: http://www.youtube.com/watch?v=RGwvXCYgiuU
05.Kyuhee Park: http://www.youtube.com/watch?v=fU-RJD9qRlU "




E aí, curtiu a história da Debs? 
Pois fica ligadinho que essa semana tem mais!



Beijinho!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Ilustração e música: Zé Vitor Pinheiro


Quando decidi reformular o blog, também decidi começar colocando aqui todos meus amigos que tinham algum talento em especial no mundo das artes, Conheci o Zé de uma forma completamente aleatória, e logo que ele me mostrou suas ilustrações, achei-as muito interessantes e características. 
Ele também compõe música, e tem algumas curiosidades muito legais, me diverti bastante ouvindo e transcrevendo essa entrevista!


Você fez algum curso, ou é auto didata?

"Sou autodidata."

Com qual idade você descobriu sua habilidade, e como você encarou isso?

"Desde pequeno eu gostei de música, eu tinha uma guitarrinha rosa que tocava muito. Porém, aprendi a tocar violão com meus amigos, aos 17 anos. Comecei a compor com 19 anos. Com relação aos desenhos, no meu primeiro ano, as bordas dos meus livros do colégio eram cheias de desenhos, mas comecei a parar para desenhar apenas eles, com mais detalhes, também à partir dos 19 anos."

Qual sua inspiração para criar/escrever?

"Minha inspiração tanto pra desenhar, quanto para compor é minha própria vida. Principalmente para compor, minha vida num sentido que só eu conheço, um lado que algumas vezes só consigo expressar com música. Além de muitas vezes serem situações do cotidiano, as quais eu observo."


Quais são seus planos para o futuro?

"Eu tenho meio que um defeito: eu não faço planos. Meus planos para o futuro são apenas viver. Apenas planejo continuar com meus projetos musicais e desenhando (e aprimorar meus desenhos)."

Quais os materiais que você mais usa?

" Lápis e lápis de cor, canetinha, pincel, tinta guache, e não gosto de aprimorar meus desenhos com programa de computador, realmente gosto de pintar e editar à mão. Para compor uso o violão, costumo escrever e colocar os acordes juntos, não costumo fazer separado."

Como sua família lida com seu dom e seus planos futuro?

" Meus pais não me apoiam em seguir minha carreira como músico, mas eles gostam que eu toque, comum. Minha mãe quer que eu primeiro me forme e coloque a música como segundo plano.
  Em relação`desenho, eles gostam. Já me aconselharam a fazer algum curso, porém preferem que eu siga alguma outra carreira e me estabilize, usando o desenho e música como hobbies."


O que te fez começar a praticar seu dom?

" O que me fez começar a desenhar, foi um episódio que eu estava em um ônibus, e comecei a observar as mesmas pessoas nos mesmos horários, sem expressão. É como se nada mudasse, como se eles não fizessem nada que gostassem, e a vida deles fosse igual. Aí foi meu primeiro desenho, que inclusive comecei um rascunho dentro do ônibus mesmo, e levei para casa, para aprimorar."



Curiosidades:

- "Segundo a minha mãe, meu gosto musical desde sempre foi diferente. Quando eu fazia o jardim 2, eu só ia pra aula se eu levasse minha blusa do mamonas assasinas, e se a professora tocasse alguma música do mamonas assassinas no recreio, senão eu ficava chorando. Eu não lembro, porém minha mãe me contou! hahaha"
- "Eu adoro público, sério. Porém, quando esse público se reduz a duas pessoas, ou a pouca gente, eu fico mais tenso, e com vergonha."
- "Meu primeiro violão, eu comprei só o corpo, e coloquei as outras partes, o nome dela(dele, eu acho que meu violão era gay) era Aristonilda."






Você que também curtiu o Zé, entra nas páginas dele e dá uma curtida: página Zezo , 
Ele tem uma banda chamada "Mustache Folk", aqui tá a página deles e o soundcloud deles 

Aaaaah, logo que conheci Zé, em meados de fevereiro, ele fez um desenho pra mim! Olha que fofo gente!








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