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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Os desenhos da Mey

Moça fofa, que eu curtia algumas fotos no insta, foi assim que eu conheci a Mey. O insta dela megafofo e cheio de desenhos e de pinturas com seu traço delicado me chamaram atenção, e de primeira, pedi uma entrevista pro blog.
Porém esse acontecido foi a meses atrás, e por correria das nossas vidas, apenas a uma semana ela me mandou a resposta. A Mey, além de desenhista e sonhadora, é uma pessoa incrível. Tive a chance de conhecê-la pessoalmente, em um show na minha cidade, e minha admiração por ela só cresceu! E lá vamos nós à entrevista:





""a poesia (cores) existe porque a vida não basta", meus caminhos são incertos mas a rota é a mesma, as cores." Assim, começou o email da artista, e em seguida ela fala um pouco sobre sua vida. Pensei em resumir, mas acho legal a forma que cada pessoa conta sobre si, seu ponto de vista sobre sua própria vida.

"Meu nome é Meyary Magalhães, tenho 19 anos e não curso nada, mas trabalho nas madrugadas em um call center e gosto de colorir um pouco a vida."


"Desde os cinco anos eu gosto de rabiscar, apesar da preguiça de sempre, desenhava vestidos de festas pras minhas bonecas, mamãe sofria pra costurar aqueles trecos cheios de brilho e babados. 

depois que eu passei a gostar mais de ler desenhava as histórias do meu modo; como eu queria que elas fossem se o verbo rabiscasse o papel. Nunca me dediquei a fundo a quase nada dessa vida, mas sempre procuro aprimorar meu traço; que é bem bruto e infantil, través de vídeos aula na Internet, e tudo isso; sem muito custo. Não sei se quero levar isso com mais profissionalismo ou só como hobbie, não sei de nada, mas se depender de mim continuarei com os rabiscos, as cores a aquarela, minha maquina de escrever e agora os giz."

"A vida, e tudo que ta ao meu redor e do mundo como eu o vejo ou como eu quero que ele seja é meu modo de "criar". Não da pra falar em um só artista não, tem muitos; tem a Mirtle, uma artista inglesa que borda, desenha, pinta, faz coisas tão leves, que me faz querer ser um dos seus desenhos e também tem os daqui de pertinho aqui. O Bruno; melhor ser que já conheci em todos os tempos e vidas, a Dhiow, o Pedro, a Mari, a Kyara e a Neila, esses são alguns dos seres incríveis dos quais me inspiro, sempre."


"Mamãe sempre aceitou tudo o que eu quero/queria ser, uma das poucas que aceita as minhas cores mesmo sem as entender. Os outros da família só me acham uma lunática adoradora de cactos, domadora de porquinhos da índia que  vai acabar vivendo em um sítio cheio de gatos, dormindo aos sábados e datilografado poemas aos domingos."




 O cantinho da Mey <3




E aí, vocês curtiram os desenhos e e um pouco de como eles nasceram na vida da Mey? Aqui está o instagram lindo dela e o facebook.  Aguardem que logo logo tem mais artistas, aqui da cidade Maravilhosa.



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O Grafite de Matheus Veigga


Hello! Eu tava a um tempo sem postar, mas sempre procurando matéria nas redes sociais, e hashtags. Um dia desses achei uns grafites bem legais feitos nos muros do Rio de Janeiro, e resolvi conversar com o Grafiteiro! O Matheus Veigga é um cara muito legal, e me contou como ele começou a grafitar!


" Entrei para esse meio do grafite porque sempre gostei de ficar observandos os desenhos nos muros. E sempre prestei muita atenção nisso, meu pai era pixador, então sempre tive uma ligação com esse meio do spray.

  Com isso comecei a fazer curso de grafite em abril do ano passado, com o Marcelo ECO, um dos mais conceituados grafiteiros aqui do Rio.
  E agora uma grande surpresa! Fiz esse curso junto com meu pai! Que hoje grafita junto comigo pelas ruas!
  É muito engraçado ver a reação das pessoas nas ruas quando conto isso. Geralmente pintamos lado a lado e quando perguntam se somos irmãos ou apenas amigos, falo que é meu pai e todos ficam assustados! Sem acreditar! Rs. Muitos grafiteiros mais velhos que eu falam que era o sonho deles que o pai apoiasse o grafite ou que fosse pintar com eles. E que isso era uma grande oportunidade que eu estava tendo.
  Duas vezes já "rodamos" ou seja, fomos pra delegacia por estarmos grafitado. Quando os policiais olharam as identidades, a reação foi a mesma, de surpresa. "Ele é seu pai ?" "Fulaninho, já viu isso ? Pai e filho juntos!" Pois é, ninguém espera isso e muitos acham que seja meu irmão.
  Agora no grafite, além de pintar com meu pai, pinto com a Trapa Crew, que é nosso
grupo. 7 amigos que pintam juntos e nós batizamos de Trapa por cada vez que íamos pintar era uma trapalhada diferente. Então vem de "trapalhões" mesmo, além de todos sermos fãs."


E vamos às perguntinhas:

Você fez algum curso, ou é auto didata?
"Então, como já falei, fiz um curso de 8 aulas e depois fui para a rua, que é aonde mais se aprende. Pintando na rua quase todo final de semana foi que a experiência foi surgindo, a evolução foi ficando perceptível.. A prática ajuda bastante!"

Com qual idade você desenvolveu seus desenhos no papel (e na parede, em forma de grafite)?
"Sempre gostei de desenhar, mas nunca fiz isso muito bem. Um pouco antes de entrar pro curso, comecei a desenhar mais, para chegar lá com algo pronto. E durante as aulas o que fiz no papel passei para a parede. Isso foi em abril do ano passado."

 Seu curso (faculdade) influenciou/influencia no gosto por desenhar, ou desenhar influenciou o gosto pelo seu curso?
 "Termino o ensino médio esse ano. Quero fazer faculdade de Direito, nada a ver com desenhar, grafitar e afins, então são duas coisas distintas que eu gosto."


Você tem planos para o futuro artístico?
 "Não penso em parar de pintar. É uma das coisas que mais gosto de fazer. Penso em evoluir sempre, desenvolver um personagem próprio e continuar levando cor para as ruas, um pouco de felicidade em meio ao cinza. Obs: Personagem próprio porque hoje em dia faço "Minions" que já existem do filme "Meu malvado favorito". Quero ter um personagem meu."

Qual sua inspiração para grafitar?
 "Minha inspiração é levas mais vida para as ruas, colorir muros velhos, levar um pouco de felicidade. As pessoas estarem no trânsito caótico da cidade e poder olhar pro lado e dar um sorriso vendo um desenho, um colorido diferente. Minha grande inspiração também foi o filme "Cidade Cinza". Um documentário dos artistas "OsGemeos" falando um pouco do grafite, em São Paulo principalmente."

Você se inspira ou tem predileção em algum artista?
"Tenho meus artistas favoritos que são OsGemeos, Crânio e Chivitz de São Paulo. E aqui no Rio, Cazé e na minha opinião, o melhor depois do meu pai, o grande mestre e amigo Marcelo Eco. Além de todos da Trapa Crew que são minha família no grafite."

Como sua familia lida com seu dom e seus planos futuros com ele?
"Por pintar junto com meu pai, minha família não é um problema. Todos apóiam e incentivam bastante para que eu continue e siga evoluindo."



  E então, o que vocês acharam das grafitagens e de como tudo rolou na vida do Matheus? Eu achei bem interessante a questão dele grafitar com o pai, acho muito importante quando os pais influenciam os filhos para algo dentro do ramo das artes, e os incentivam a mostrar seu talento!

É isso gente!
Até a próxima, beijo!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Ilustração e música: Zé Vitor Pinheiro


Quando decidi reformular o blog, também decidi começar colocando aqui todos meus amigos que tinham algum talento em especial no mundo das artes, Conheci o Zé de uma forma completamente aleatória, e logo que ele me mostrou suas ilustrações, achei-as muito interessantes e características. 
Ele também compõe música, e tem algumas curiosidades muito legais, me diverti bastante ouvindo e transcrevendo essa entrevista!


Você fez algum curso, ou é auto didata?

"Sou autodidata."

Com qual idade você descobriu sua habilidade, e como você encarou isso?

"Desde pequeno eu gostei de música, eu tinha uma guitarrinha rosa que tocava muito. Porém, aprendi a tocar violão com meus amigos, aos 17 anos. Comecei a compor com 19 anos. Com relação aos desenhos, no meu primeiro ano, as bordas dos meus livros do colégio eram cheias de desenhos, mas comecei a parar para desenhar apenas eles, com mais detalhes, também à partir dos 19 anos."

Qual sua inspiração para criar/escrever?

"Minha inspiração tanto pra desenhar, quanto para compor é minha própria vida. Principalmente para compor, minha vida num sentido que só eu conheço, um lado que algumas vezes só consigo expressar com música. Além de muitas vezes serem situações do cotidiano, as quais eu observo."


Quais são seus planos para o futuro?

"Eu tenho meio que um defeito: eu não faço planos. Meus planos para o futuro são apenas viver. Apenas planejo continuar com meus projetos musicais e desenhando (e aprimorar meus desenhos)."

Quais os materiais que você mais usa?

" Lápis e lápis de cor, canetinha, pincel, tinta guache, e não gosto de aprimorar meus desenhos com programa de computador, realmente gosto de pintar e editar à mão. Para compor uso o violão, costumo escrever e colocar os acordes juntos, não costumo fazer separado."

Como sua família lida com seu dom e seus planos futuro?

" Meus pais não me apoiam em seguir minha carreira como músico, mas eles gostam que eu toque, comum. Minha mãe quer que eu primeiro me forme e coloque a música como segundo plano.
  Em relação`desenho, eles gostam. Já me aconselharam a fazer algum curso, porém preferem que eu siga alguma outra carreira e me estabilize, usando o desenho e música como hobbies."


O que te fez começar a praticar seu dom?

" O que me fez começar a desenhar, foi um episódio que eu estava em um ônibus, e comecei a observar as mesmas pessoas nos mesmos horários, sem expressão. É como se nada mudasse, como se eles não fizessem nada que gostassem, e a vida deles fosse igual. Aí foi meu primeiro desenho, que inclusive comecei um rascunho dentro do ônibus mesmo, e levei para casa, para aprimorar."



Curiosidades:

- "Segundo a minha mãe, meu gosto musical desde sempre foi diferente. Quando eu fazia o jardim 2, eu só ia pra aula se eu levasse minha blusa do mamonas assasinas, e se a professora tocasse alguma música do mamonas assassinas no recreio, senão eu ficava chorando. Eu não lembro, porém minha mãe me contou! hahaha"
- "Eu adoro público, sério. Porém, quando esse público se reduz a duas pessoas, ou a pouca gente, eu fico mais tenso, e com vergonha."
- "Meu primeiro violão, eu comprei só o corpo, e coloquei as outras partes, o nome dela(dele, eu acho que meu violão era gay) era Aristonilda."






Você que também curtiu o Zé, entra nas páginas dele e dá uma curtida: página Zezo , 
Ele tem uma banda chamada "Mustache Folk", aqui tá a página deles e o soundcloud deles 

Aaaaah, logo que conheci Zé, em meados de fevereiro, ele fez um desenho pra mim! Olha que fofo gente!








segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ilustração: Júlia Neves

O Instagram (mega) facilitou a vida de muita gente, né? Eu pelo menos já conheci muita gente legal e com talento de ouro por lá. A Júlia é uma dessas pessoas.

Ela é de Franca, interior de SP, e tem 15 anos. Geralmente, nesse parágrafo,  faço uma leve descrição usando algumas informações que as pessoas me passam, porém dessa vez vou deixar aqui o que ela mesma escreveu sobre si, achei simples e intenso. :)

 " Acho que, em suma, amo sentir. O cheiro do café passado, ver a luz de manhã cedinho, ouvir o barulho de sapatos no assoalho. Não me importa o quê, me importa poder sentir.

Acho que só faço arte porque a amo tanto. Chegou um momento que quis criar a minha própria visão do mundo, e que pudesse reproduzir, nas cores, nos movimentos, tudo que estava dentro de mim. Queria que todo mundo visse que eu também poderia trazer mais beleza, mais delicadeza."




Você fez algum curso, ou é auto didata?

"Meio a meio, fiz mas por pouco tempo."


Com qual idade você descobriu sua habilidade, e como você encarou isso?

"Comecei a desenhar aos 9, 10 anos, fazendo croquis de moda, umas das primeiras inspirações."




Seu curso (faculdade) influenciou no gosto por desenhar e fotografar, ou desenhar influenciou seu gosto pela sua profissão?

"Ainda estudo, curso o segundo colegial, então penso em fazer faculdade no ramo da artes. O intuito agora é fazer Midialogia pra depois fazer Direção de Fotografia."




Você tem planos para o futuro artístico?

"Fotos sobre a vida me inspiram! Como faço fotos e ilustras, uma acaba puxando a outra. Uma apura, delineia, enriquece a outra. São talentos que andam juntos, como um casal, que são pessoas diferentes, mas crescem um ao lado do outro."


Quais os materiais que você mais usa, e qual seu predileto?

"Aquarela e marcadores, essencialmente, mas uso giz pastel-óleo para ilustras menores e grafite para estudos."


Você se inspira em algum artista ou tempo artístico?

"Meu grande amor é o Impressionismo, e qualquer artista advindo dessa época me deixa maravilhada. Monet, Renoir, Pissarro. Mas gosto muito da grunge art, contemporânea (Lora Zombie e Liz Clements)."


Como sua familia lida com seu dom e seus planos futuros com ele?

"Minha família me da o maior apoio que eu poderia pedir, principalmente minha mãe e meu padrasto, com quem moro e sempre amaram arte, como eu."









A um tempo sou encantada por tudo da Jú, e vocês? 
Sigam ela lá no insta: @lostinethiopia



Beijinhos!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Desenho: Ana Rachel Gomes

Hello galera! Depois de uma época distante do blog, gostaria de dizer que finalmente terminei meu TCC, e agora tô voltando aos poucos com o novo formato do blog. Dentro dele, vou trazer entrevistas e o trabalho de uma galera super talentosa que eu conheço, para vocês também se apaixonarem! o/
E a para começar, eu trouxe a telentosíssima aluna de moda Ana Raquel Gomes, de 20 anos, que mora aqui no Ceará. Ela faz desenhos aquarelados com traços marcantes que me encantaram de um jeitinho especial. 
A Quel (íntima, já hahaha) disse na entrevista que, quando criança, costumava desenhar sereias (olha que fofa, gente!) e casas. Me remeteu um pouco a infância também, aquela época que as professoras ensinam a gente a desenhar casinhas e bonequinhos de palito e a gente se achava os maiores desenhistas que existia, hahahaha


Você fez algum curso, ou é auto didata?
 Um pouco dos dois. Eu já costumava desenhar personagens de animes pois sempre gostei muito de mangás e cultura japonesa, mas foi na faculdade de moda que eu fui realmente instruída ao desenho de moda, artístico, e as técnicas de desenho.
Com qual idade você descobriu sua habilidade, e como você encarou isso?
Aos 8  anos idade eu vi uma colega de sala desenhando uma sereia, aquilo me deixou instigada, e pensei “Quero desenhar tão bem quanto ela.” Encarei como um desafio e continuo desenhando até hoje.
Fazer moda, influenciou no gosto por desenhar, ou desenhar influenciou seu gosto por moda? 
Desenhar influenciou meu gosto por moda, gosto de desenhar roupas e modelos.

Você tem planos para o futuro artístico?
Sim, de montar um ateliê, onde eu poderia desenhar, costurar, criar.
Qual sua inspiração para criar seus desenhos?
Eu tenho vários murais de inspiração em frente à minha mesa de desenho, é de lá que tiro minha inspiração, a maioria das vezes, quando não estou desenhando alguém.

Quais os materiais que você mais usa em seus desenhos, e qual seu predileto?
Uso grafite, lápis de cor aquarelado, tinta aquarela, e marcadores. Meu predileto... eu gosto de todos mas acho que o convencional, grafite.
Você se inspira em algum artista ou tempo artístico?
Sim, gosto muito e me inspiro nas ilustrações da Yuko Shimizu.

Como sua família lidar com seu dom e seus planos futuros com ela?
Eles adoram, com relação a planos futuros eles sempre me deram o poder da decisão.



Quem aí também amou o trabalho da Quel? Essas e mais coisas lindas você pode encontrar no insta dela: @rachelatelie , ela trabalha com desenhos e ilustrações sob encomenda (siiim!), então se você tá afim de presentear alguém (ou se presentear) com algo bem diferente, da uma olhada lá!  


Beijinhos!

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